O território de Idanha-a-Velha e Alcafozes só foi verdadeiramente estruturado quando os romanos se instalaram na zona. O seu principal interesse foi explorar o o ouro que era colhido nos leitos do Rio Pônsul, Rio Erges, Rio Ocreza, além da Ribeira de Alcafozes e outras de idêntica dimensão. Os governadores da então Lusitânia concentraram as suas atenções em Civitas Igaeditanorum (Idanha-a-Velha) por duas razões: a privilegiada posição geográfica, local de passagem entre Emerita Augusta (Mérida) e Bracara Augusta (Braga) e, justamente, a riqueza aurífera. As conheiras, amontoados de seixos retirados dos rios existentes no território são prova cabal do interesse dos romanos: sacar todo o ouro possível. Os romanos conseguiram exrair dos mais diversos curso de água da região cerca de 3500 quilos de minério aurífero.
A invasão árabe na Beira Baixa
A entrada dos árabes na terra cirundante de Idanha-a-Velha obrigou a mudar os tesouros para lugares mais seguros. Em Alcafozes falava-se muito do tesouro do Cabeço do Mouros, um local rodeado quase totalmente pelo Rio Pônsul, excepto a Sul. Até meados do século passado circulavam por Alcafozes uma espécie de mapas rústicos sobre o local onde estaria esse tesouro. Muitos homens por lá andaram a escavar à revelia da GNR, mas, segundo os aldeões mais idosos da aldeia, a cavadelas esbarravam em duas grandes lajes que não deixavam progredir no tunem. No entanto, dizia-se que alguém conseguiu encontrar umas imagens em ouro e desapareceu da terra com a família. Oficialmente, contudo, os arqueólogos só por lá encontraram uma pedaço de espora e uma moeda da prata romana. Mas a lenda mantém-se...
Essas caças aos tesouros acentuaram-se com os conflitos frequentes entre os guerreiros das diversas tribos árabes para controlo das taifas, uma espécie de pequenos reinos ou nações com bamdeira própria. O rei Omar Mutavaquil reinou na Taifa de Badajoz desde 1072 até seu assassinado perto de Badajoz, em 1094. Filho de Maomé Almuzafar, foi o último monarca da dinastia aftácida.

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