Sem uma fortificação com efeitos estratégicos para Cristãos ou Mouros na epopeia da Reconquista, o povoado de Alvafozes terá sido terra de passagem para os cavaleiros de D. Afonso Henriques, que conquiatram o castelo de
Monsanto em 1165 e também do célebre Grealdo Sem Pavor, um dos mais eficazes "generais" do primeiro rei de Portugal. A zona em redor de Alcafozes, cuja água dava de beber aos cavalos que necesstam de 30 litros diários do precioso líquido, viu-se, de repente quase deserta. Os habitantes de Idanha-a-Velha espalharam-se por vários pontos das Beiras, há uma versão de que seriam eles quem fundou ou desenvolveu Idanha-a-Nova com esta migração ficando pela Rua Velha e umas poucas casas mais alguns pastores árabes convertidos ao Cristianismo.
Por esta altura, apesar de Portugal se entender para Sul não existiam fronteiras definidas. Os ataques e os contra-ataques de Mouros e Cristãos eram constantes e a extensão terrotorial que Portugal pretendia, após a conquista de Castelo Branco, extendeu-se a Badajoz, palco de um ataque devastador do rei e do Sem Pavor. A desertificação da Beira colocava em perigo a continuidade de Portugal para o seu actual formato e D. Afonso Henriques decidiu entregar essas terras beirás à Ordem dos Templários ao perceptos Gualdim Pais, um guerreiro que tinha feito parte de todas as campanhas com D.Afonso Henriques, Martim Moniz e Mem Ramires. Também combateu nas cruzadas da Terra Santa, em Jafa, Antioquia e Damasco. Foi ele quem mandou construir ou reconstruir os castelos de Tomar, Monsanto, Idanha-a-Nova e Pombal.
Alcafozes, que estava a viver o ponto mais baixo da sua milenar existência, viu renascer a população, as actividades agrícolas e de pastoreio com a chega de novos colonos vindos de terras do Norte e que erm indispensáveis às fronteiras portuguesas. Em 1229, D. Sancho II deu foral a Idanha-a-Nova, com a Idanha-a-Velha em acentuado declínio e o bispado da Egitânia transferido para a Guarda. Alcafozes sobrevivera às convulsões da transformação radical das Beiras e iniciou um período de alguma prosperidade.
Gualdim Pais, o "rei e senhor" da Beira Baixa

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