O primeiro e o maior surto de peste negra ocorreu entre 1348 e 1350, mas outros surtos aconteceram ao longo de todo o século XIV. A peste foi uma doença que esteve presente na vida dos europeus até 1720, quando o último surto foi registrado em Marselha, na França, tivesse sido no Porto que a Europa sofreu a última crise endémica de peste negra em 1915.
Alcafozes, no século XIV estava a recuperar da deserção de muitos habitantes para o Norte aquando da invasao muçulmana. Apesar de não ter sido atingida com a virulência idêntica à da cidade de Lisboa, em que metade da população pereceu, Alcafozes, na altura com pouco mais de 500 habitantes, assistiu à morte de muitos conterrâneos afectados pela terrível epidemia.
Apesar de tudo, os bons ares vindos de Oeste, ou seja do longínquo mar atlântico e os seus variados recursos hídricos, como a própria Ribeira de Alcafozes, o Rio Ponsul a 6 kms, o Rio Aravil a 2 kms, a fonte do Almo, o poço da Bica, a Fonte Soite, a Fonte Ferrenha e a nascente das Taipinhas relativizaram a peste, embora a actividade intensa de pastorícia fosse intensa da região e a erva ou o pasto de restolho permitissem manter os anumais em condições de produzir carne, leite e lâ e os porcos andassen em varas à procura do seu alimento preferido, a bolota caída dos carvalhos, sobreiros e, ali, as numerosas azinheiras, embora as gentes também a aproveitassem para confesionar refeições porque a batata ainda não tinha chegado da América.
À medida que o declínio de Idanha-a-Velha se acentuava e a maoria dos seus habitantes fundaram Idanha-a-Nova, que assim emergia de uma letargia pré-histórica e acabou por receber o foral do rei D. Sancho I, em 1206. Embora nunca tenha conhecido o declínio irreversível da Egitânia, Alcafozes, sendo uma aldeia muito mais antiga e praticamente um bairro de Idanha-a-Velha, deixou-se não concorreu com Idanha-a-Nova pela primazia dominante na zona e continuou a evoluir, mas de uma forma muito menos expedita que a "filha" da Egitânea. Contribuiu também a decadência da Idanha mais velha a passagem do seu bispado para a cidade da Guarda, não se sabendo ao certo se existiu qalquer absorção egitaniense na cidade mais alta de Portugal.
Para terminar este capítulo, uma referência à Fonte do Álamo, nome oficial do lugar e inscrito no local e a designação que eu e o povo fazemos de Fonte do Almo. Houve quem referisse que os dois termos significavam o mesmo, Não é assim. O álamo é uma árvore decícua que porte médio que pode atingir os 30 metros de altura. Já a palavra almo é proveniente do latim "almu", ou seja, "algo que alimenta". Portanto, nada melhor que observar a paisagem em redor e ver qual delas corresponde à fonte; se algum álamo de 30 metros de altura ou algo que alimenta...ou mata a sede. Aceitam-se opiniões...
Fonte Ferrenha de água férrea em Alcafozes

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